Estudos

CATEDRAL DA FÉ - Onde a Fé não tem limites

(Faça Download clicando no título em destaque abaixo)

ESTUDO DE BATISMO NA ÁGUAS

Projeto Minha célula em Crescimento

Equipe Saudável – Reunião de Líderança

Pregação Culto dia 13/02 – Esperança

A FÉ DE ABRAÃO

Projeto Neemias – Programação

As doze Portas de Jerusalém

Folder do Projeto Neemias-verso

Folder Projeto Neemias Frente

A importância da perseverança

Texto Bíblico: Filipenses 3: 12- 17

INTRODUÇÃO
A Perseverança é uma das mais belas e maravilhosas virtudes encontradas na vida cristã. Acredito que a perseverança é uma das características que compõe a base, a estrutura, o alicerce para garantirmos o sucesso, alcançando todas as vitórias almejadas na vida cristã. E, também acredito que o motivo de muitas derrotas, na vida de muitos cristãos e grandes homens de Deus é devido a abstinência desta admirável virtude que é a PERSEVERANÇA.
Qual a definição de perseverança?
Conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, continuar, Continuar a ser ou ficar; manter-se, permanecer, conservar-se, persistir, Conservar a sua força ou ação; continuar, perdurar, subsistir, persistir, Ter ou mostrar perseverança, firmeza; permanecer sem mudar ou sem variar de intento.
I. PORQUE PERSEVERAR ?
Jesus nos mostrou a importância de perseverar, para alcançar a salvação.”Mas aquele que perseverar até o fim será salvo”, Mt 24: 13. Sem a perseverança você não pode alcançar a salvação, afinal ela é um ato feito pelo Amor de Deus, por meio de Jesus Cristo
A Bíblia nos mostra muitos homens e mulheres que perseveraram e obtiveram a conquista da sua vitória, a realização dos seus sonhos. Nóe que perseverou, mesmo sendo criticado, humilhado, desprezado; contudo lutou na construção da arca e salvou-se juntamente com sua descendência.
Josué, perseverou em seguir ao Senhor, Js 24:15. O nome Josué no hebraico quer dizer: Jeová é Salvação e no grego significa Jesus. Josué era filho de Num, da Tribo de Efraim, era um servo fiel e companheiro de Moisés. Ele foi designado por Deus como sucessor de Moisés, e através da perseverança ele estimulou o povo a destruir Jericó e também sorteou Canaã as tribos. Rute, foi uma mulher que perseverou diante de Boaz, mantendo-se intacta em sua reputação até ser redimida e tomada por esposa, Rt 4: 13. E por galardão de sua nobre perseverança, o seu nome foi inserido na genealogia de Cristo Jesus, Mt 1:5 .
No Novo Testamento, Jesus o mestre da perseverança, nos ensina que devemos dar frutos com perseverança, Lc 8: 15 Jesus diz: ¨Mas a que caiu em boa terra são os que, ouvindo a Palavra com coração reto e bom, a retêm e dão fruto com perseverança.” O apóstolo Paulo constantemente levava uma só mensagem em seu coração : “os exortavam a que permanecessem na Graça de Deus”, At 13: 43.
Porém, entre todos os homens da Bíblia que vemos como exemplo de perseverança. Tomamos o exemplo de Cristo que logo no começo de seu ministério foi tentado por satanás, a não prosseguir; mas venceu este obstáculo, Mt 4: 10,11.
E após ter vencido esta difícil provação, que era de seus conflitos pessoais, os demais ele conseguiu superar, sendo vencedor nas provações seguintes. Sejamos portanto, perseverantes em todo o trabalho que fizermos para Deus, em toda a nossa vida, II Cr 15: 7: “Vós, porém, esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra terá uma recompensa.”
II. NÃO DEIXES DE PERSEVERAR
Tivemos alguns homens que desistiram de perseverar deixando-se levar pelo pecado e a perda da comunhão de Deus.” Judas, Mt 27:4,5″ Ananias e Safira, At 5:1-9″ Himeneu e Alexandre, I Tm 1:19,20. Não podemos deixar de perseverar, porque a perseverança: ” Nos conduz a salvação, Mt 24: 13″ Nos torna santos, Cl 1: 22″ Nos torna seguros, I Co 15: 58
III. AS MARAVILHAS DA PERSEVERANÇA
A perseverança trabalha na natureza, no temperamento, no comportamento do cristão, tornando-o resistente para vencer os obstáculos, II Pe 1:4.
Logo, o cristão passa ter a mente de Cristo, I Co 2: 16 .A perseverança ajuda o cristão a vencer as provações e tribulações da vida espiritual, Rm 12:12 .A perseverança é sinal de vitória, II Tm 4:7. A perseverança produz vitória !!! O cristão perseverante não pode se separar de Cristo, Gl 5: 4 .
IV. A NECESSIDADE DA PERSEVERANÇA
Devemos perseverar porque a Bíblia nos diz em Mateus 24:13 – “Mas aquele que perseverar até o fim, será salvo”.A Palavra de Deus também nos adverte em relação a apostasia, que significa: desviar-se da fé, desistir … , não podemos parar, não podemos desistir, e sim, devemos seguir olhando para o alvo que é Cristo Jesus, I Tm 4:1-3; Mt 24:4-5. E satanás anda enganando, seduzindo o mundo, portanto não deixe-se levar pelas banalidades desta vida, pelas camuflagens do inimigo, pois este mundo está rodeado de falsas aparências, seja um vencedor e tenha discernimento do Espírito de Deus para identificar as ciladas do inimigo, Ap 12:9; I Jo 2:16,17.
CONCLUSÃO
Arte da perseverança está renúncia, na busca constante da consagração e comunhão com o Senhor nosso Deus. É preciso abrir mão de muitos desejos pessoais, é preciso sacrificar as suas intenções naturais, para seguir no perfeito caminho da vontade de nosso Senhor Jesus Cristo !!!

Josias Moura de Menezes (Fonte)

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Campanha das Primícias Janeiro/2013

CONSAGRANDO AO SENHOR AS PRIMÍCIAS
Deuteronômio 26:10 – Eis que, agora, trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó SENHOR, me deste. Então, as porás perante o SENHOR, teu Deus, e te prostrarás perante ele.
Romanos 11:16 – E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, os ramos também serão.
O QUE SÃO AS PRIMÍCIAS?
As primícias eram os primeiros frutos da terra que eram entregues como oferta ao SENHOR. Essa atitude de consagração garantia que toda a colheita fosse abençoada, pois a entrega, da primeira parte, habilitava todo o restante a estar debaixo da cobertura e da benção de Deus.
Como a própria raiz da palavra nos indica, é algo que vem em primeiro lugar, que tem primazia, é aquilo que tem prioridade. Essa definição nos mostra que a consagração das primícias cumpre de maneira perfeita o papel de honrar e adorar ao Senhor, pois consagrar as primícias envolve dois princípios espirituais:
 PRIORIDADE – o SENHOR deve ter a primazia em tudo nas nossas vidas – Mateus 6:33 – Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
 EXCELÊNCIA – só o melhor honra verdadeiramente ao SENHOR.
Provérbios 3:9 – Honra ao SENHOR com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda;
Normalmente quando falamos de primícias imediatamente associamos a uma entrega material, o que realmente deve acontecer. Mas também podemos aplicar esse princípio para todas as áreas da nossa vida: família, trabalho, ministério, casamento, etc., pois em tudo devemos entregar o nosso melhor em primeiro lugar ao Senhor.
QUANDO CONSAGRO AS PRIMÍCIAS ME HABILITO A:
1. TER UM MEMORIAL DIANTE DE DEUS
Gênesis 4:4 – Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta;
Hebreus 11:4 Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim; pelo qual obteve testemunho de ser justo, tendo a aprovação de Deus quanto às suas ofertas. Por meio dela, também mesmo depois de morto, ainda fala.
2. RECEBER COBERTURA E HABILITAÇÃO PARA UM NOVO TEMPO
Gênesis 8:20 – Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar.
As águas do dilúvio haviam baixado e Noé e sua família estavam saindo da Arca. Era um início de um novo tempo não só para eles, mas para toda a humanidade e também para a Terra.
A primeira atitude de Noé foi levantar um altar ao Senhor e entregar as primícias. Não havia lei para indicar quais animais eram impuros ou não, mas ele usou um princípio espiritual básico e entregou o melhor que tinha. Isso o habilitou e ele recebeu promessas de um futuro abençoado.Com as primícias, Noé estava santificando o futuro e o que delas fosse gerado. O diabo não pode tocar no que é Santo.
Rm. 11:16
16 E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.
Onde a Fé não tem limites
Catedral da Fé–Onde a Fé não tem limites Campanha das Primícias janeiro/2012
3. RECEBER O PODER DE CONQUISTA
Josué 6:18 e 19 – Tão-somente guardai-vos das coisas condenadas, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais. Porém toda prata, e ouro, e utensílios de bronze e de ferro são consagrados ao SENHOR; irão para o seu tesouro.
Jericó era a primícia da conquista da Terra Prometida, por isso Deus deu uma direção para que as os primeiros frutos (despojo) fossem dele. Era a habilitação para conquista, tanto é verdade que pelo pecado de Acã Israel foi derrotado em Ai.
4. RECEBER O PODER DE MULTIPLICAÇÃO
I Reis 17:13 e 14 – Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o SENHOR, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o SENHOR fizer chover sobre a terra.
Poderia parecer loucura aquela mulher entregar em primeiro lugar ao profeta, mas era a habilitação que ela precisava para viver a multiplicação dentro do seu lar. Se ela não tivesse entregado a primícia ao profeta, teria vivido o que ela mesma havia profetizado: “comeremos e morreremos…”.
5. RECEBER A PROVISÃO SOBRENATURAL DO SENHOR
Gênesis 22:13 – Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.
Entregar o melhor ao Senhor não significa que o melhor ficará com Ele e nós ficaremos com algo inferior. De forma alguma. Entregar o melhor nos habilita a receber de DEUS aquilo que será superior ao melhor, pois Ele nos dá infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.
Abraão no seu interior, na sua alma, já havia matado Isaque, por isso o anjo veio para impedi-lo de continuar o sacrifício. Havia um cordeiro preparado para substituir seu filho. Quando temos liberdade de entregar os primeiros frutos, temos habilitação para receber do Senhor uma provisão que não sabíamos que existia.
Se Abraão não tivesse subido ao monte para ofertar seu filho, ele não teria encontrado o cordeiro preso nos arbustos, e fatalmente Isaque seria recolhido por Deus, pois Ele o havia requerido, e Sua palavra não voltaria atrás.
Abraão teve uma experiência com o Jeová-Jireh, o Deus Provedor, e nós também teremos uma experiência que marcará nossas vidas para sempre. Hoje é tempo de subirmos ao monte do Senhor para entregar as primícias e encontrar uma provisão apostólica que nos está reservada.
1 Coríntios 15:20 – Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
Deus nos entregou sua primícia que é Jesus Cristo, seu primeiro e único filho. Dessa maneira Cristo é o Cordeiro que Deus proveu para que todas as nossas necessidades fossem supridas.
Filipenses 4:19 – E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.

Qual a diferença entre Dízimo, Oferta e Primícia ?

1- DÍZIMOS: Os dízimos atraem a proteção do próprio Deus contra o devorador. Malaquias 3.10

2- OFERTAS: As ofertas atraem uma colheita proporcional a ofertada.  É um ato de adoração; II Coríntios 9.6-8; Lucas 6.38;  Mateus 2:11

3- Primícias: As primícias atraem as bênçãos do Senhor sobre o nosso lar. Ezequiel 4.30

Cálculo da Primícia

     Dentro da cultura judaica as PRIMÍCIAS eram entregues na primeira colheita, dentro da nossa cultura a colheita é mensal. Recebemos o nosso salário mensalmente. A média mensal de dias é de 30 dias, então iremos pegar o valor do nosso salário e dividir por 30.  O resultado desse cálculo, representa o valor da PRIMÍCIA.

Ex: Salário de R$ 1200,00 dividido por 30.

O valor da PRIMÍCIA é  de R$ 40,00

Resumindo:
PRIMÍCIAS = salário/30

O valor de um dia é a PRIMÍCIA.

Primiciar é oferecer a Deus o primeiro fruto do nosso trabalho e isso toca Seu coração. Primiciar é honrar ao Senhor. Vamos colocar em prática e começar a entregar nossas PRIMÍCIAS??

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As Dez Marcas da Liderança Madura e Altamente Eficaz

Amadurecer Não é fácil. Assim como o crescimento do corpo humano até atingir a idade madura é um processo, o amadurecimento na liderança também é complexo e progressivo.

O tempo por si só não amadurece ninguém, o Salmista sabia disso e por isso deixou claro no Salmo 119.100 que idade nem sempre é sinônimo de maturidade. Por isso um líder em processo de amadurecimento, no qual também me incluo, deve ter ouvidos atentos para ouvir e examinar o que lhe vem as mãos.

Espero que essas marcas e sinais que listo abaixo, que reuni após pesquisa, possam ajudar no seu processo de amadurecimento na liderança.

Você não precisa aprender errando, você pode aprender ouvindo. Procure cultivar essas marcas na sua liderança, a história agradecerá.

1º   COMPROMISSO.  2Tm 2.2

Paulo recomenda ao jovem líder Timóteo que escolhe seus líderes observando antes mesmo de quaisquer habilidades, a fidelidade e a lealdade. Homens assim serão líderes de compromisso, gente em quem se pode confiar. Responsáveis.

2º   FIRMEZA. I Co 15.58

Alguns líderes não vencem nunca por serem inconstantes.   É preciso ter a marca da perseverança. Perseverança é o hábito do Esforço prolongado. Não desistir antes de completar a tarefa. Tem gente que não persevera em nada que começa. Seja constante, firme. I Cor 15.58

3º   FLEXIBILIDADE.  Sabe andar a segunda milha.  Mt 5. 38-42

Saber ouvir.  Saber quando é preciso ceder. Flexibilidade não é incompatível com autoridade. Aliás, autoridade é conquistada. Existem, claro, questões inegociáveis, nas quais  devemos ser radicais, inflexíveis, todavia no não essencial, liberdade. O líder flexível sabe dialogar, sabe ouvir e sabe até mudar de ideia se preciso for. “Só madeira podre não tem Flexibilidade, se quebra fácil”.

4º   CAPACIDADE DE “SENTIR COM O OUTRO”. Pensar no outro, servir o outro.  Romanos 12.15

Empatia, ou seja, identificar-se com o outro. Não pensar só em si mesmo. Líderes infantis são essencialmente egoístas: “é meu”, “me dá” etc.; são expressões infantis que andam na boca de lideranças imaturas. Líderes maduros se importam com seu grupo. Choram com os que choram, mas alegram-se com os que se alegram.

5º   CAPACIDADE DE TOLERAR O DESCONFORTO E A INCONVENIÊNCIA. 

Capacidade de auto sacrificar-se pelo outro e pela causa. Quem assumiu a maturidade coloca o dever acima do conforto. O apóstolo Paulo é um grande exemplo de auto sacrifício pela causa.  2Co 11.  23-28.

6º   É CAPAZ DE TRABALHAR SEM ESPERAR PRAZER E RECOMPENSAS IMEDIATAS.  Mq 2.10.

O líder maduro sabe que em muitas ocasiões ele mesmo não vai colher o resultado de seu trabalho, todavia ele semeia assim mesmo. Ele não sobrevive de elogios e tapinhas nas costas. Ele até gosta de elogio, quem não gosta, todavia ele não precisa deles. Sendo assim ele foge da viciante tentação de agradar a todos o tempo todo.

7º   ELE SURPREENDE.  Vai além. Costuma fazer mais do que é esperado. Mt    5.38.

Líderes maduros  não se prendem a cumprir listas e apenas a fazer o que foi pedido. Ele vai mais longe. Sem passar por cima do outro, ele se antecipa na solução de um problema.  Principalmente se a questão é urgente.

8º. ELE CELEBRA O SUCESSO DO GRUPO, SABE DAR VALOR AO SUCESSO DO OUTRO E DE SEU LIDERADO.

O líder maduro sabe elogiar seu liderado. Jesus elogiava as pessoas. Luc 7.6-9

O líder maduro já venceu a tentação de brilhar sempre. Como João Batista ele reconhece quando esta diante de outro líder, inclusive melhor do que ele em algum aspecto. Sua grandeza está em engrandecer o outro em dar valor ao talento alheio.

Tenho encontrado líderes que não reconhecem o valor de seus antecessores. Pensam ser os salvadores do rebanho ou da instituição. Não percebem que tudo é um processo de continuidade e que amanhã também serão substituídos.

A Liderança madura sabe aplaudir e agradecer outros líderes bem  como seus liderados.

9º   NÃO FOCA SUA MANUTENÇÃO NO CARGO. SEU FOCO É SUA MISSÃO.  Atos 20.24

As pessoas sabem muito bem discernir ações políticas para mera manutenção no cargo das ações despretensiosas e focadas no cumprimento da missão.

Deus certamente não honrará as motivações políticas. Por maior que seja a obra ou a realização, Deus não vai permitir que alguém roube sua glória. Qual o seu foco?

10º  SABE PREPARAR SEU SUCESSOR, SABE PASSAR O BASTÃO. E FAZ ISSO COM PRAZER. 2 Tim 2.2

Eis aqui uma seara difícil. Como é difícil passar o bastão. Mas essa é uma capacidade dos líderes maduros que não precisam provar nada pra  ninguém.Ao que você tem se apegado? Ao cargo, ao título ou à missão? Apegue-se a Cristo. Paulo pode dizer, “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.

 

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A Importância Do Trabalho Em Equipe

O psicólogo Abraham Maslow constatou que os indivíduos têm diversas necessidades, com diferentes forças. Sabemos que necessitamos de alimento, de abrigo, pagar nossas contas, de segurança no emprego, etc., mas também de nos relacionar com os outros e de sermos aceitos por eles. Sem isso nosso trabalho se torna enfadonho e sem graça.

Trabalhar em equipe é mais divertido do que trabalhar individualmente, o que pode contribuir para melhorar nosso desempenho.

Há… coisas na terra que são pequenas, mas extremamente sábias: as formigas, criaturas sem força, todavia no verão preparam a sua comida… os gafanhotos não tem rei, porém todos saem, e em bandos se repartem (Provérbios 30:24-27).

Quando falamos em trabalho em equipe, logo nos lembramos das formigas e dos gafanhotos, seres tão pequenos, mas que dão um grande exemplo de união, força e auto-gerenciamento.

As primeiras têm um líder, vivem numa sociedade eficazmente organizada e não precisam receber ordens para executar seu trabalho. Você já viu de perto um formigueiro? Já notou como elas andam em fileiras e sincronia perfeitas e preparam seu alimento no verão para os dias de chuva, quando não podem trabalhar? Já os gafanhotos não têm um líder, porém sabem o que devem fazer exatamente.

Mas o que é trabalho em equipe?

Suponha que você e mais duas pessoas estão trabalhando em uma plantação de feijão, onde cada um ganha o salário correspondente ao seu dia de trabalho. O trabalho funciona da seguinte maneira: em fila, você cava o buraco, o segundo joga a semente e o terceiro integrante tapa o buraco. Cada integrante deste grupo se preocupa apenas em realizar a sua tarefa, nada entendendo da importância do trabalho dos outros, “é cada um por si”.

Um certo dia o segundo membro da equipe faltou ao trabalho por motivo de saúde, porém a atividade continuou, pois cada um recebia o salário correspondente ao seu dia de trabalho e eles sabiam muito bem qual era sua responsabilidade, sem a necessidade de um líder para orientá-los. Você cavava o buraco, o segundo não jogou a semente (pois havia faltado), mas o terceiro tapava o buraco e assim prossegue o dia inteiro…

Muitas pessoas, que atuam em diversas organizações, estão trabalhando em grupo e não em equipe, como se estivessem em uma linha de produção, onde o trabalho é individual e cada um se preocupa em realizar apenas sua tarefa e pronto. No trabalho em equipe, cada membro sabe o que os outros estão fazendo e sua importância para o sucesso da tarefa. Eles têm objetivos comuns e desenvolvem metas coletivas que tendem a ir além daquilo que foi determinado. Se no exemplo anterior você e os demais integrantes do grupo trabalhassem como equipe, conhecendo a importância do trabalho de cada membro, tendo uma visão e objetivos comuns, certamente vocês diriam: “nosso colega faltou, vamos ter que substituí-lo ou mudar o modo como estamos plantando, se não nosso trabalho será improdutivo”.

Toda equipe é um grupo, porém… nem  todo grupo é uma equipe. (Carlos Basso, sócio-diretor da Consultoria CR Basso)

Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por afinidades. No entanto esse grupo não é uma equipe. Pois, equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando no cumprimento de metas específicas.

Grupo são todas as pessoas que vão ao cinema para assistir ao mesmo filme. Elas não se conhecem, não interagem entre si, mas o objetivo é o mesmo: assistir ao filme. Já equipe pode ser o elenco do filme: Todos trabalham juntos para atingir uma meta específica, que é fazer um bom trabalho, um bom filme.

(Suzy Fleury, psicóloga e consultora empresarial e esportiva)

Ter uma equipe altamente eficaz é mais do que ter um grupo de pessoas, visto que o trabalho em equipe precisa ser planejado, elaborado.

 

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Estudo da Escola de Díscipulos

As quatro propostas de Faraó

Quando Deus apareceu a Moisés no Monte Horebe, deu-lhe uma missão quase impossível: Vem agora, pois, e Eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito. E tendo (de má vontade) aceitado aquela missão, Moisés enfrentou a astúcia do soberano do Egito, que não tinha nenhuma vontade de deixar o povo ir. Por quatro vezes Faraó tentou enganar Moisés, mas não logrou êxito.

    A primeira proposta

Então chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra. Moisés não aceitou, e por duas razões: ele temia que, sacrificando no Egito, os egípcios considerariam o sacrifício uma afronta a seus deuses e poderiam perseguir Israel. Mas o pior não era isso. Deus não aceitaria um sacrifício na terra da escravidão. O Egito simboliza o mundo, lugar do pecado; tem que sair do mundo para consagrar a vida ao Senhor. Deus requer uma mudança. Sacrifício no Egito significa um falso ensino e uma falsa conversão. A mensagem de Deus é: Arrependei-vos e convertei-vos dos maus caminhos. O “Egito” é um mau caminho – é caminho do mundo. O pecador para receber o perdão de Deus o pecador tem que abandonar o mundo, sair do Egito, e tornar-se para Deus. O Faraó com aquela proposta queria que Moisés e o povo de Israel pensassem que estariam agradando a Deus, mas seu real propósito era que eles continuassem escravos. O Egito é a terra da escravidão e o Faraó simboliza satanás, e Moisés, o libertador, uma figura do Cristo. Moisés recusou a proposta de Faraó e não houve acordo.

    A segunda proposta

Disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente que indo, não vá longe; orai também por mim. Tendo sofrido as consequências da quarta praga, Deus estava quebrando o orgulho de Faraó lento e gradualmente. Uma nova proposta Faraó fez, depois de ouvir os conselheiros. Moisés não se deixou enganar pela aparente humildade, pois a trás daquela proposta escondia outra armadilha – sacrificar perto do Egito. Isto significava coxear entre dois caminhos. Morar na divisa do Egito era tão perigoso quanto estar no Egito. Um exemplo: quando Ló, o sobrinho de Abraão, escolheu a campina do Jordão, não foi morar direto em Sodoma. Ao longo do tempo ele foi assentando sua tenda cada vez mais perto, e por fim, foi morar na própria Sodoma. Quem aceita Jesus, mas não rompe com as velhas amizades, é como a semente à beira do caminho, que fica ao alcance do diabo. Se na primeira proposta Faraó queria que Moisés aceitasse um sacrifício de mentirinha, na segunda ele esperava que a mudança também fosse de “brincadeirinha”.

    A terceira proposta

Mas três pragas tinham caído sobre o Egito. Sete pragas. Moisés ia fortalecendo-se diante dos olhos do Egito e de Israel. Agora ele estava na ofensiva e Faraó, acuado. Disse Moisés a Faraó: Assim diz o Senhor: Até quando recusas a humilhar-te diante de Mim? Deixa ir o Meu povo para que Me Sirva, e em seguida ameaçou com a praga de gafanhotos. Então Faraó querendo mostrar força diante de seus servos, endureceu as negociações. Moisés queria que saísse povo com suas famílias, incluindo velhos, filhos, filhas e o gado para fazer uma festa ao Senhor a uma distância de três dias no deserto. Faraó não concordou: Andai agora vós e os varões e ninguém mais. E os lançou fora do palácio.

De acordo com essa proposta, eles deviam deixar para trás as famílias e o gado. A família é um projeto do Senhor. Seu conceito é divino e uma Igreja forte se faz com famílias bem constituídas. Quando a família vai mal, sofrem a sociedade, a Igreja e toda nação. De que vale o crente ganhar o mundo inteiro para Cristo a custa da sua própria família? É isto que muitos pastores e pregadores estão fazendo. Moisés não aceitou deixar as famílias de Israel para trás; nem os velhos, nem as esposas, nem filhos, nem filhas; como também não ficariam nem os animais. Faraó recusou a proposta de Moisés e a resposta de Deus foi à praga dos gafanhotos, que arrasou a agricultura do Egito.

    A quarta proposta de Faraó.

E Faraó chamou Moisés – em Êxodo 10. 24 – e propôs: Ide e servi ao Senhor, as crianças também podem ir, mas vão ficar as ovelhas e as vacas. Faraó contava com a fuga de Israel para a liberdade. Ao exigir que ficassem as ovelhas e as vacas estava planejando que a fome debilitasse, fragilizasse Israel e quando estivesse assim, iriam se lembrar da comida dos escravos, das cebolas do Egito e votariam correndo com os próprios pés.

Um povo sem vacas e sem ovelhas afetaria diretamente as crianças, pois não haveria leite e a reprodução ficaria comprometida. A esta altura, Moisés além de querer levar a família e o gado impôs uma nova condição: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, para que ofereçamos ao Senhor nosso Deus. Moisés aumentou as exigências. Faraó, irritado, disse que nunca mais queria vê-lo. O Resultado de sua recusa em deixar sair Israel foi à última e mais devastadora das pragas: a morte dos primogênitos do Egito, tanto de pessoas como animais. O Egito inteiro acordou de luto.

Conclusão

Faraó mandou chamar a Moisés pela última vez, na calada da noite, e disse: Levantai, e saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, e servi ao Senhor, como tendes dito. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim. “E os egípcios apertavam o povo, apressando-se para lançá-los fora da terra com receio de serem todos mortos pelo Deus de Israel.”. E fizeram, pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, vasos de ouro e vestes. E saíram em vitória, livres e prósperos.

Moisés não fez nenhuma concessão a Faraó; ao contrário: aumentou as exigências. Quando o que está em jogo é a fé, a vida espiritual, a família e os bens do crente – não se deve fazer concessões ao diabo de maneira alguma.

Cuidado com as propostas do diabo. Elas nunca são apenas o que aparentam ser. Seja exigente se o que estiver em jogo for sua vida espiritual e a da sua família.

  1. Luis Paulo Responder

    O PROPÓSITO DO JEJUM
    Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma. Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:
    “Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc 2.22).
    O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.
    Com essa ilustração Jesus estava ensinando-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.
    Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.
    Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.
    Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt 17.21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt 17.19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.
    O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.
    Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:
    a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:
    • Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm 6.3,4);
    • Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (1 Sm 7.6, Ne 9.11);
    • Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (2 Sm 1.12 e 3.35);
    • Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (2 Sm 12.16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (2 Cr 20.3);
    • Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed 8.21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et 4.16);
    • Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl 35.13);
    • Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn 9.3, 10.2,3)
    b) Nos Evangelhos
    • Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt 17.21);
    • Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando frequentemente (Lc 2.37);
    • Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc 4.1,2);
    c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
    • Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquía jejuando apenas para adorar ao Senhor (At 13.2);
    • Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
    • Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At 14.23).
    d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (2 Co 6.3-5; 11.23-27).

  2. Pr. Luis Paulo Responder

    Discipulado com o Pr. Luís Paulo
    LIÇÃO 1
     1- O que é o Discipulado
    “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Mateus 28.18-20)
    “Ide e fazei discípulos de todas as nações”
    O maior mandamento ministerial do Senhor para nós é fazer discípulos. Todos são chamados a participar dessa tarefa, que não é um dom especial, e sim um mandamento. Diante desse mandamento, todos os que crêem em Cristo não tem outra opção senão obedecer. O caráter do seguidor de Jesus é testado pela obediência aos Seus mandamentos, e o fazer discípulos é, sem dúvida, a maior implicação da obra de pós-Calvário de Cristo.
    O que é o discipulado?
    É o relacionamento entre um mestre e um aprendiz baseado no modelo, que é Cristo. Por ele o mestre reproduz no aprendiz a plenitude da vida que há em Cristo, capacitando o aluno a treinar outros para que também ensinem novos discípulos.
    Esse relacionamento liga a pessoa à cadeia de autoridade existente na Igreja. Assim, o discípulo é acompanhado em seu processo de crescimento e ajudado a conformar sua vida com o propósito de Deus, como também a se encaixar na vida da Igreja.
    Discipular é transmitir a vida de Jesus. É reproduzir essa vida em outras pessoas, ensinando-as a guardar tudo que Ele ordenou.

    LIÇÃO 2
    2- Os Três Nível de Discipulado 
    Na visão do MDA todo cristão deve ter pelo menos três discípulos… Em outras palavras, talvez alguém seja muito ocupado com emprego, faculdade… Obviamente, essa pessoa só poderá ter três discípulos. Já outra pessoa, com muito mais tempo, poderá discipular muito mais do que três. Na Bíblia está escrito que Deus quer que façamos discípulos (Mt 28.18-20). Não está escrito, porém, quantos discípulos cada um deve ter. Por isso, é importante que cada cristão saiba ouvir a voz de Deus para saber exatamente quantos discípulos ele deve ter. Quando um discipulador está discipulando o número total de discípulos que Deus lhe indicou, ele tem o que é chamado de um M.D.A. completo.
    Se o discipulador não tiver o seu M.D.A. completo, ao ganhar alguém para Jesus, essa pessoa poderá se tornar seu discípulo (se for do mesmo sexo). Se o discipulador já tem um M.D.A. completo ou se a pessoa que ele ganhou para Jesus for do sexo oposto, ele deve garantir cuidadosamente que o novo convertido seja realmente discipulado muito bem por outro discipulador e integrado em uma boa célula.
    Quando o discipulador chega ao nível de Supervisor de Área em diante é importante que use os três níveis de discipulado para ajudá-lo na organização dos seus discípulos.
    Nível 1
    Estes são os discípulos principais em que o discipulador vai investir a maior parte do seu tempo. Normalmente são:
    Pessoas em que o discipulador vê elevado potencial.
    Pessoas em que o discipulador quer investir a longo prazo também.
    Pessoas que o discipulador está discipulando na vida pessoal e na vida ministerial.
    Pessoas que estão debaixo da cobertura do discipulador na hierarquia da célula.
    Nível 2
    Estes não são discípulos (no sentindo um a um) deste discipulador, mas, por causa do ministério, ou outra razão, estão semanalmente reunindo-se em grupo, debaixo desse líder. Por considerá-los muito importantes, esse líder está discipulando indiretamente – mas poderosamente, às vezes, inclusive, muitas horas por semana. Por isso, ele os considera discípulos “Nível 2”.
    Nível 3
    Estes são discípulos (um a um) com quem o discipulador reúne uma vez toda semana, mas por serem bem novos, ou resistentes… ele não sente que deve investir muito tempo neles.
    Muitas vezes, o discípulo Nível 3 poderá se tornar um discípulo nível 1. Se o MDA do discipulador já estiver completo, ele muitas vezes vai manter algumas “vagas” no Nível 3 para cuidar de novas pessoas que ele ganhou para Jesus, até que sejam transferidos para outro discipulador.

    LIÇÃO 3
    3- Por que fazer discípulos?
    Porque Jesus fez assim e mandou que fizéssemos do mesmo jeito. Ele concentrou Seus esforços em doze homens. Ministrou as suas vidas por três anos e meio, dia e noite, dando-nos o exemplo de como devemos fazer. Esta é a única maneira de trazer todos os homens de volta ao governo (disciplina) de Deus.
    A questão da Autoridade
    Sem submissão não há formação: O discípulo deve ser manso e humilde, estando sujeito aos irmãos, aos líderes, sem rebeldia e obstinação.
    Sem submissão não há autoridade: O princípio básico para ter autoridade é estar debaixo de autoridade e se sujeitar a ela (Exemplo: Jesus). Se você não respeita e não honra aqueles que estão acima de você, não terá igualmente a honra e o respeito dos seus liderados.
    Ninguém tem autoridade em si mesmo: Nossa autoridade vem de Jesus. O centurião de Cafarnaum disse para Jesus que havia muita gente debaixo de sua autoridade, e todos lhe obedeciam (Lucas 7.8). Disse também que ele mesmo estava debaixo de autoridade, a qual vinha de seus superiores. Por isso mesmo ele reproduzia essa autoridade. Deve ser assim conosco.
    Autoridade é diferente de autoritarismo: O discipulador precisa entender que ele é o servo do discípulo e não o dono. Deve ensinar todo o conselho de Deus e não os seus gostos e preferências pessoais. Devemos lavar os pés dos nossos discípulos, e não esperar que eles se dobrem diante dos nossos.

    LIÇÃO 4
    4- Traços do Caráter de Cristo
    “E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.” 2 Coríntios 4:11
    Jesus nos falou sobre a vida e o propósito da existência humana, mas mostrou nitidamente como seus discípulos deveriam ser. Vejamos alguns traços do caráter que devem estar presente nas vidas dos Seus seguidores:
    Irrepreensibilidade. Irrepreensível é aquele que não tem nenhuma área do seu viver que não esteja sob o domínio da Palavra de Deus. A Palavra está sempre aplicada e protegendo sua vida. Não deve haver nenhuma área que as pessoas possam desacreditar, por um desequilíbrio ou carne exposta.
    Transparência. Não devemos levar uma vida camuflada ou transmitir uma falsa imagem. A confissão e abertura com pessoas mais experientes trazem cura e vitória às nossas vidas.
    Humildade. É a capacidade de ver a si mesmo como Deus vê, com pequenez e singeleza, sem orgulho, presunção, altivez ou senso de capacidade própria ou, ainda, um autoconceito muito elevado de si mesmo!
    “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” Salmos 119:11
    Coração Ensinável. É a necessidade e senso interior de Deus e dos irmãos na fé. Ter um alto conceito de si ou um extremo de confiança própria é o oposto de um coração ensinável.
    Coragem e Valentia. Pessoas que não temem o inimigo, que entram nas batalhas sem receioou temor. É o entendimento que estamos em uma posição de vitória sobre o diabo devido ao que Cristo fez na cruz.
    Fome de Deus. É a necessidade interior constante de orar para alimentar e abrir a almapara Deus. É impossível viver espiritualmente sem a prática constante da oração.
    Dependência de Deus. Não nos estribarmos em nossos entendimentos, mas viver de acordo com a vontade e obediência à Palavra de Deus.
    Aliança. Somente recebemos as bênçãos quando estamos nas condições das alianças de Deus. Que Ele nos dê corações bem firmados em Seus propósitos e em nossas alianças!

    LIÇÃO 5
    5- Traços mínimos do caráter de Cristo 
    O bom líder de célula deve ter os traços mínimos do caráter de Cristo. Podemos avaliar isso na vida de uma pessoa através das seguintes qualidades que abordaremos nesta série:
    1. Ser submisso à liderança
    Quem não é submisso não pode ser líder. Pessoa rebelde, que tem postura arrogante, não pode ser líder.
    Antes de uma pessoa poder mandar, ela tem que aprender a ser mandada. Antes de liderar, ela tem que aprender a ser liderada. Antes de exercer autoridade precisa aprender a valorizar autoridades. A condições de ser submissa é fundamental e primária. Quem não sabe se submeter não pode ser colocado como autoridade sobre outros.
    Antes de alguém ser colocado como líder, ele deve dar provas de que é submisso à sua liderança. O próprio Jesus era submisso aos seus pais humanos (Lucas 2.47).
    Submissão não é somente fazer o que seu líder está pedindo; é muito mais do que isso:
    • É cooperar com a visão e a missão do seu líder; 
    • É amar e honrar seu líder; 
    • É procurar orar sempre por ele; 
    • É ser leal e sempre defendê-lo; 
    • É ser motivo de alegria na vida dele. 
    Submissão total com transparência total
    A submissão total é muito importante. Mesmo quando você não concorda com seu líder ou quando você pensa que algo deve ser feito de outra forma, seja totalmente submisso. Nada, porém, impede que você seja totalmente transparente com ele. Deixe-o saber sua opinião, mas faça isso sempre com uma atitude de humildade e respeito.
    2. Ser ensinável 
    Um bom líder de célula não precisa ser doutor na Bíblia ou em Teologia, mas precisa ter um coração faminto e humilde para aprender, ou seja, precisa ter um coração ensinável.
    Há crente que pensa que nasceu sabendo tudo e que não tem nada para aprender com mais ninguém. Ser ensinável é estar aberto para aprender com qualquer um.
    Existem pessoas que só aprendem “direto de Jesus”, ou quando muito só de alguns “grandes” homens de Deus. Mas uma pessoa ensinável aprende até com aquele irmãozinho mais novo que ele na fé, ou com uma pessoa que está em um nível mais baixo. Alguém que aprende com pessoas simples é realmente uma pessoa ensinável.
    Deus não vai lhe ensinar uma mesma verdade se você não estiver disposto a aprender com aquele irmão que já tem revelação e está fluindo naquela área. Deus quer que você aprenda com quem já sabe.

    O bom líder de célula deve ter os traços mínimos do caráter de Cristo. Podemos avaliar isso na vida de uma pessoa através das seguintes qualidades que abordaremos nesta série:
    3. Ser transparente
    O que é ser transparente? Significa que sua vida não é desconhecida. O líder de célula – como homem ou mulher de Deus – deve andar na luz (I João 1.7) e não ocultar coisa alguma da sua vida (Provérbios 28.13).
    Ser transparente é ter o compromisso de abrir tudo com a sua liderança. Pessoas “escondidas” são pessoas perigosas. Pecados escondidos são como nuvens escuras onde demônios se escondem. Transparência total gera confiança total.
    A transparência torna uma pessoa confiável em três níveis de relacionamento:
    • Em relação a seus líderes; 
    • Em relação a si mesmo; 
    • Em relação a seus liderados. 
    4. Ser tratável
    Todo líder precisa ter abertura para ser repreendido e não ficar melindrado ou machucado com a sua liderança. Quando seu líder o confronta a respeito de um problema na sua vida, você não deve ter uma reação como de cobra, mas reagir como uma ovelha.
    Um exemplo bem clássico é a diferença nas reações de Davi e de Saul quando foram confrontados por causa de pecados em suas vidas. Há pessoas que quando são confrontadas têm a seguinte atitude:
    • “Quem é você para me dizer isso?” 
    • “Você quer mandar na minha vida?” 
    • “Você não têm autoridade para me repreender!” 
    Não tenha esse tipo de atitude. Pelo contrário, quando alguém o abordar para lhe repreender por alguma falta, que a sua reação seja a seguinte: “Irmão, eu quero ser ajudado, eu quero mudar”. Seja humilde, peça perdão e reconheça seu erro.
    Pessoas que não gostam de ser confrontadas e repreendidas correm o risco de esfriarem e até se desviarem, e nunca vão crescer espiritualmente. Por isso, um líder que não é tratável prejudica o crescimento da célula e da igreja.
    O bom líder de célula deve ter os traços mínimos do caráter de Cristo. Podemos avaliar isso na vida de uma pessoa através das seguintes qualidades que abordaremos nesta série:
    5. Ter disposição para servir
    Como líder de célula, haverá dias em que pessoas precisarão da sua ajuda para realizar tarefas simples, mas algumas vezes serão tarefas difíceis de realizar. É muito importante nessas horas ter um coração de servo.
    6. Ser honesto e confiável (II Coríntios 8.21)
    A honestidade envolve um modo de vida reto, de padrões e pensamentos apropriados, que resultam em um estilo de vida honrado.
    A desonestidade já se tornou um modo de vida na sociedade. “Homens honestos estão em extinção”, dizem algumas pessoas.
    A verdade é que até dentro do contexto da igreja o estilo de vida honesto às vezes é escasso. De maneira bem simples e geral, ser honesto é ser verdadeiro e confiável.
    • É devolver aquilo que pede emprestado; 
    • É não tecer elogios falsos; 
    • É fazer negócios sem trapaças; 
    • É não colocar “gato” no contador de energia elétrica; 
    • É não sonegar imposto; 
    • É não “colar” na escola; 
    • É não fazer propaganda enganosa sobre um objeto que você quer vender; 
    • É devolver quando lhe dão dinheiro a mais no caixa do banco, ou como troco numa comprar, e não ficar justicando. 
    Como já foi mencionado antes, caráter é um conjunto de hábitos. Um hábito importante é o hábito de cultivar. Todo hábito que temos e queremos que cresça e permaneça em nossa vida, devemos cultivar. Os frutos do Espírito Santo mencionados em Gálatas 5:22 são dados a nós como “sementes”. Essas sementes precisam ser cultivadas. Precisam estar profundamente enraizadas em nossos corações. Podemos pelo poder de Cristo possuir todos os traços de Seu caráter se estivermos dispostos a cultivá-los. Quando Jesus veio ao mundo Ele se despiu de Sua divindade e se tornou homem (Fil. 2:5-8) Jesus não veio ao mundo com um caráter pronto, mas teve que desenvolver um. Quando criança Ele recebeu uma ótima educação de Seus pais terrenos que Lhe ensinaram a buscar o poder de Deus. A Bíblia diz que Jesus crescia em graça (Luc. 2:52). Isto significa que Ele crescia em caráter. Jesus cultivou tudo aquilo que a Palavra de Deus dizia que devia ser cultivado e deixou de cultivar o que a Bíblia dizia que não deveria ser cultivado.Jesus disse:”amai vossos inimigos.” (Mat. 5:44) E aí Ele ensinou vários princípios de como isso poderia acontecer. 
    Jesus disse que se nós falarmos bem dos nossos inimigos, orarmos por eles, estarmos dispostos a ajudá-los quando eles necessitarem nosso auxílio, nós estaremos cultivando o amor de Cristo em nós. Só que este preparo deve ocorrer em nossas vidas antes que dele precisemos. Não podemos confundir o cultivo do caráter com emoções e sentimentos. Devemos fazer o que Cristo pede sem nenhuma hesitação. Quando a madre Teresa de Calcutá resolveu abandonar uma vida confortável de freira para ir cuidar de pessoas extremamente pobres e enfermas, ela não fez isso por que sentiu que seria bom para ela. Ela fez tudo o que fez porque ela pensou que seria bom para aqueles que seriam favorecidos pelo trabalho dela.
    Como diferentes plantas necessitam de diferentes cuidados para serem cultivadas, assim as graças do caráter de Cristo também precisam de alguns cuidados, ou de uma atmosfera adequada para poderem crescer. Luz solar ajuda no desenvolvimento da maioria das plantas, no caso dos frutos do Espírito a luz que vem da Bíblia é vital. Para possuirmos os frutos do Espírito mencionados na Bíblia, temos que simplesmente pedir a Ele que nos de graciosamente todos eles. Ele com certeza o fará. Você sabe como estes frutos começam a se manifestar? Através do desejo. Vamos dizer que você tenho o desejo de ter o fruto da “paz” Então como já mencionamos você deve cultivar este fruto, até que ele se manifeste naturalmente em sua vida. Como já mencionamos, o homem tem uma parte a desempenhar no processo do desenvolvimento do caráter. A apóstolo Pedro diz:1 Pedro 3:11 …busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Estes dois verbos mostram que é necessário agirmos. Não podemos simplesmente orar e nada fazer ou deixar de fazer. Um exemplo, alguns pais dizem; “não sei porque meus filhos são tão violentos!” Aí quando você conhece o estilo de vida que eles promovem para seus filhos, fica fácil de saber o por quê. Videogames de lutas, guerras, sangue e morte para todos os lados. Uma casa com vários tipos de ruídos como música alta, por exemplo, passeios em lugares agitados, etc. Ou então no caso de um adulto estressado, agitado ou enfezado. Enfezado? O que quer dizer enfezado? Cheio de fezes. Você sabia disso? Este é apenas um exemplo de como o regime alimentar é importante para uma vida equilibrada. Se uma pessoa tem o intestino preso, ressecado ou coisa semelhante, ela acumula fezes em seu intestino e se torna uma pessoa enfezada. Aí meus queridos, não tem oração que resolva. Esta parte Deus espera que você desempenhe. A paz, bem como todos os nove frutos do Espírito, para serem cultivados dependem do nosso estilo de vida.
    Frutos de clima frio se desenvolvem em lugares frios assim como frutos de clima quente se desenvolvem em lugares de clima quente. Frutos do Espírito que é do céu só se desenvolvem em lugares celestes. É necessário fazer de nossas casas um pedaço do céu na terra se quisermos cultivar as graças do Espírito Santo. Voltando ao assunto da paz, digamos que você passe algumas horas na sua igreja orando, louvando a Deus e passando doces momentos de comunhão com seus irmãos de fé. Ao você voltar para casa com seu coração cheio de paz, você resolve assistir a um filme violento. Então como em todo filme violento, existe o herói e o vilão. Não demora muito tempo e você já está tendo pensamentos negativos com respeito ao vilão. Você quer que ele morra, que tenha uma morte bem sofrida, etc. Lá se foi a sua paz. Ou então imagine um homem que quer parar de beber. Ele toma uma decisão firme, mas continua a ir ao bar passar tempo com seus amigos que não querem parar de beber. Será que ele vai conseguir? Dificilmente. Na maioria dos casos é impossível. Por isso a Bíblia diz:
    Provérbios 14:16 – O sábio é cauteloso e desvia-se do mal…
    • Então para cultivarmos os frutos do Espírito é necessário fazermos e deixarmos de fazer algumas coisas. Com todos os frutos esta é a receita. Pode parecer simples, porque na verdade é simples. Deus facilita muito o nosso caminho, nós é que dificultamos tudo. Até mesmo os livros de auto-ajuda ensinam hoje uma verdade que já foi ensinada na Bíblia a milhares de anos. Os livros dizem coisas como: “se você quer ser intelectual, faça o que as pessoas intelectuais fazem. Se você quer ser musculoso, faça o que gente musculosa faz,” e assim por diante. Veja como esta verdade já foi ensinada na Bíblia, ela também ensina este tipo de “imitação.”
    • I João 2:6 – Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou.
    • I João 3:3 – E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
    • Efésios 5:8 – Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz
    • 1 Ts 4:1 – Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que continueis a progredir cada vez mais;
    • 1 Coríntios 4:16 – Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores.
    1 Coríntios 11:1 – Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo.
    Efésios 5:1 – Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados;
    • Tome uma decisão de cultivar todos os frutos do Espírito. Não é possível ter apenas um ou alguns do nove frutos do Espírito, ou temos todos ou não temos nenhum, é um pacote completo. Deus com certeza irá te ajudar e abençoar em seus esforços de cultivar os frutos do Espírito.
    LIÇÃO 6
    6- O que é ter um coração ensinável
    Estar aberto para aprender com quem quer que seja é algo muito dolorido. Sabemos que Jesus saiu para ser batizado por João diante dos olhos de todos. Isso era muito arriscado, pois poderia ser que, mais tarde, algum fariseu se dirigisse a ele dizendo: “acaso não estivemos juntos nas aulas de batismo de João?”
    E isso certamente deve ter acontecido, pois Jesus usa algumas ilustrações feitas por João Batista (comparar Mt 3.10 com 7.16-20) no sermão da montanha. Deve ser bastante constrangedor se colocar ao lado de pecadores para ser batizado; especialmente alguém que nunca tenha pecado, como foi o caso de Jesus. Esta é a segunda lição para aquele que quer discípulos: ter um coração ensinável, estar aberto para aprender, mesmo que isso muitas vezes seja extremamente constrangedor. Ninguém se diminui por ouvir e aprender algo com quem sabe menos.

    LIÇÃO 7
    7- Aprofundando o Discipulado
    Então, é imprescindível que aprendamos a aprofundar o nível do discipulado entre nós e nossos discípulos, contudo sem cometer abusos contra eles. E creio que a melhor maneira de fazermos isto é pelo relacionamento, estreitamento e pelo testemunho que damos aos discípulos.
    1 – Relacionamento 
    Alguns dicionários definem relacionamento com “ter comunhão, envolver-se com alguém ao ponto de compartilhar experiências , e é aprender com o outro”.
    Então, relacionamento significa a ligação afetiva, seja profissional ou de amizade, entre pessoas que se unem com os mesmos objetivos e interesses. Todo tipo de relacionamento envolve convivência, comunicação e atitudes que devem se recíprocas. Um bom relacionamento se desenvolve quando há confiança, empatia, respeito e harmonia entre as pessoas envolvidas.
    Por isso, quando uma das partes não desenvolve os atributos necessários para uma boa convivência, o relacionamento se torna difícil.
    A forma como uma pessoa se relaciona com os outros, na vida pessoal ou profissional, faz parte do relacionamento interpessoal. O relacionamento interpessoal consiste na relação desenvolvida entre duas ou mais pessoas e na forma como se estabelece a comunicação entre elas.
    Na vida espiritual, o relacionamento existe para aproximar o discípulo e seu discipulador até que se torne um vínculo íntimo. Relacionamento é o caminho pelo qual todos os cristãos genuínos devem andar. Esse é um princípio que devemos levar muito a sério, pois sem relacionamento jamais conheceremos nossos discípulos.
    2 – Testemunho 
    O apostolo Paulo disse: “Tornem-se meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Co 11:1). Efésios 5:1 diz: “Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados”. A vida de Paulo e seu testemunho eram um exemplo para todos e podia ser imitada pelos cristãos porque ele era um imitador de Cristo.
    Assim como Paulo devemos ter uma vida de transparência, ser um exemplo. Dessa forma, os discípulos não terão receio algum de se relacionar de maneira confiável. Lembre-se que palavras convencem, mas os testemunho arrasta multidões de pessoas.
    Se não tivermos relacionamento, comunhão, intimidade não teremos sucesso como discipuladores.

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"Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre" Hebreus 13.8